Desamarrei a cara afrouxei os cintos já não sinto tanta dor. Aquela nossa foto desbotada ganhou nova cor. O amor é assim cheio de vontades que nosso contragosto desconhece. Onde se busca nexo ele dá de ombros faz festa, faz sexo depois de ressaca se faz de morto.
Escrito por mara.oliveira7 às 15h48
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 Tenho apenas uma pequena porta por onde passar, então vou pela janela. prefiro alguns cacos de vidro à ínfimas possibilidades.
Escrito por mara.oliveira7 às 21h36
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Vibra Call Lâminas são muito úteis: servem para depilar as pernas e cortar os Pulsos. Quase cortei. Celular, também: ele me liga sete oito nove dez vezes seguidas. Não atendo. O arrependimento dele treme treme treme treme treme entre minha Coxas. Ele riu. Eu gozo por último e melhor. ( Adelaide do Julinho )
Escrito por mara.oliveira7 às 21h20
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Não quero descobrir que te amo prefiro continuar ligando e dizer que foi engano.
( Mário Bortolotto)
Escrito por mara.oliveira7 às 08h39
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Esse é um poema do Commings que foi traduzido para o português por Augusto de Campos e lindamente musicado pelo Zeca Baleiro no CD Líricas. Nalgum Lugar Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente alémde qualquer experiência, teus olhos têm o seu silêncio: no teu gesto mais frágil há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar porque estão demasiado perto teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra embora eu tenha me fechado belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda parte; nada que eu possa perceber neste universo iguala o poder de tua intensa fragilidade: cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre cada vez que respira (não sei dizer o que há em ti que fecha e abre; só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas) ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas.
Escrito por mara.oliveira7 às 08h27
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 Na adolescência morava numa cidade sem livrarias então refugiava-me na bilbioteca onde ficava também o único teatro da cidade. Lá gostava de passear por entre as estantes de livros e deixava que algum deles me escolhesse, simples assim. Numa dessas conheci Augusto dos Anjos. Sua poesia escatológica com aquele humor nada comum me encantou e fiquei em sua companhia por muito tempo. Nesses dias nublados de outono lembrei-me dele. Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija! Augusto dos Anjos
Escrito por mara.oliveira7 às 08h53
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 Achei que bastava manter a casa em harmonia que já podia me desfazer das bandeiras descerrar os punhos. Qual o quê a vida me quer na ativa.
Escrito por mara.oliveira7 às 08h24
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Não te deixes destruir... Ajuntando novas pedras e construindo novos poemas. Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça. Faz de tua vida mesquinha um poema. E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir. Esta fonte é para uso de todos os sedentos. Toma a tua parte. Vem a estas páginas e não entraves seu uso aos que têm sede. Cora Coralina
Escrito por mara.oliveira7 às 15h17
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 Liberdade é um troço que nasce por dentro, pelo avesso. Depois vai à padaria, ao cinema e quando você vê está dançando nua na praça de alimentação sem o menor pudor ou resquícios de dor. Liberdade não morre por vezes fica sob escombros ou pilhas de pratos sujos, cubículos asfixiantes mas no instante preciso encontra seu canal e desagua no mar.
Escrito por mara.oliveira7 às 08h10
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 A placidez da renda de algodão Que embainha o caminho da mesa de centro guarda secreta conexão com a vibração de minhas passeatas marxistas, talvez os paradoxos sejam filhos da convicção. O aparador sustenta com altivez os retratos felizes fazendo com que o tempo se renda às tramas da memória. Os talheres orquestram inusitada sinfonia com o vendedor de laranjas, o canto do canário e o latido do cachorro do vizinho. Há tanto e tudo a percorrer entre os encantos da casa, entre os espantos de mim.
Escrito por mara.oliveira7 às 08h16
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Manequim 44 10 de reconhecimento de campo 10 de experimentações 5 de farras gastronômicas e etílicas 1 depurando dores 10 de desfrutes 4 de contemplação 4 de expectativas...
Escrito por mara.oliveira7 às 08h14
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 De repente tive que me livrar de todas as listas de coisas a fazer, pois elas já não garantiam absolutamente nada. Do desvario sempre nasce a verdade, assim, feito um parto macunaímico que parece que surge quando você já deveria saber tudo, até falar. Havia coisa- tantas e tortas- a nomear que perdi o fôlego, a firmeza das pernas e a memória do que já tinha até então. Um feto solto num mundo grande e pronto demais. Tive que me livrar do medo daquilo que ainda não me via capaz e, afinal, era só uma má impressão: _ Reiniciar...
Escrito por mara.oliveira7 às 08h36
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